Lula prometeu proteger as mulheres e entregou recordes de feminicídio
No interior do Paraná, onde a gente aprende desde cedo a respeitar família, trabalho e fé, é impossível olhar para os números da violência contra a mulher e fingir que está tudo bem. Lula voltou ao poder prometendo proteger as mulheres, posar de “defensor” do público feminino, mas o que o Brasil viu foi exatamente o contrário: recorde atrás de recorde em feminicídios, com quatro brasileiras assassinadas por dia simplesmente por serem mulheres. Enquanto o governo organiza eventos, faz discursos e lança “pactos”, na vida real o caixão continua chegando na casa das famílias.
Durante a campanha, Lula falou em prioridade para a segurança das mulheres, estrutura de acolhimento, combate firme ao agressor. Na prática, o que se vê é um Estado inchado em propaganda e fraco em ação. A cada ano da gestão petista, a curva da violência sobe mais um degrau, deixando claro que o governo prefere a narrativa ideológica à proteção concreta. O resultado é cruel: mulheres pobres, muitas delas no interior do país, continuam sendo entregues à própria sorte, enquanto Brasília faz pose progressista para agradar militância e imprensa.
O mais grave é que o feminicídio não começou ontem. É um problema que atravessa governos, inclusive o anterior. Mas se Lula assumiu depois de um período que já era crítico, com a promessa de “virar o jogo”, o mínimo que se esperava era uma queda consistente nos números, e não novos recordes sucessivos. Quando depois de tantos anúncios, planos e discursos o país registra o maior número de mulheres assassinadas da série histórica, fica claro que a prioridade nunca saiu do papel. O que há é marketing de “governo feminista” e vidas sendo perdidas no mundo real.
O mais curioso é o silêncio conveniente de muitos grupos feministas que ajudaram a pôr Lula de volta no poder. Os mesmos coletivos e movimentos que subiram em palanque, gritaram “Lula, sim” em nome das mulheres e se apresentaram como “voz das minorias” agora tratam esses recordes como se fossem apenas uma “tragédia estrutural”, sem rosto e sem responsável. Falam de machismo, de patriarcado, de herança de governos passados, mas quase nunca têm coragem de dizer o óbvio: o governo que eles defendem prometeu proteção e entregou mais mortes. Quando a esquerda está no comando, a indignação deles vira nota de repúdio e seminário em auditório, enquanto as brasileiras continuam sendo enterradas em silêncio pelo país inteiro.
Como paranaense, acostumado a ver gente simples se virando na raça, isso revolta. Enquanto o produtor rural luta contra imposto, burocracia e insegurança, o governo Lula prefere gastar energia dividindo o país entre “nós e eles”, direita e esquerda, em vez de garantir que uma mulher possa voltar viva do trabalho para casa. O cidadão honesto é tratado como suspeito, o bandido como vítima da sociedade, e a mulher, que deveria estar no centro da política de segurança, vira apenas número em relatório oficial. É a velha cartilha da esquerda: muita ideologia, pouca responsabilidade.
Lula prometeu proteção e entregou morte. Prometeu prioridade e entregou estatística vermelha. Um governo realmente comprometido com a vida das mulheres fortaleceria polícia, endureceria leis, executaria 100% dos recursos prometidos e apoiaria a família como núcleo de proteção, em vez de atacar valores conservadores. Mas isso exigiria coragem para enfrentar criminoso e romper com a pauta ideológica que domina o PT. Enquanto isso não acontece, o Brasil real, aquele que a gente conhece aqui no Paraná, continua enterrando suas filhas, suas mães e suas esposas, enquanto o governo posa de salvador em palanque.
Valdecir bittencourt


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